UMA RODA, entre histórias

Este espetáculo de contos nasce de uma iniciativa conjunta entre a Memória Imaterial CRL e a companhia de teatro Comédias do Minho, a partir de um breve mapeamento da tradição oral nos concelhos de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira.
Luís Correia Carmelo encena esta criação que vai percorrer estes concelhos e todas as suas freguesias a partir de Novembro.
 

Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença, Vila Nova de Cerveira, Torres Vedras
03 NOVEMBRO a 18 DEZEMBRO
saber +

ROMANCES VELHOS e TRADIÇÃO ORAL

Oficinas formativas na Biblioteca Municipal de Torres Vedras

Sábado 26 de novembro de 2022

Romances Velhos

10.00h - 12.30h

Uma viajem, a partir de contos e poemas, que inicia na literatura medieval, prolonga-se nas obras portuguesas dos séculos XV-XVII e que permanecem nossa tradição oral. Ou de como as histórias viajam no tempo e no espaço. Esta oficina basea-se no website do projeto RELIT-Rom (https://relitrom.pt/) da Universidade Nova de Lisboa.

Formador: Ana Sirgado
Doutorada em Estudos Portugueses, na especialidade de Literatura Oral e Tradicional, pela Universidade NOVA de Lisboa (2017), é bolseira e membro da equipa do projeto RELIT-Rom, “Revisões literárias: a aplicação criativa de romances velhos (séculos XV-XVII)”. Leciona Literatura Portuguesa do Renascimento na NOVA FCSH (2021-2022), como professora auxiliar convidada. Entre outros títulos, é coautora, com J. J. Dias Marques, de Romances Tradicionais do Distrito de Bragança (IELT, 2019).

Contos e Lendas em Portugal

14.00h - 16.30h

A partir de alguns exemplos de contos presentes na nossa tradição oral e registados no Catálogo dos contos tradicionais portugueses, analisam-se os tipos de contos e seu modo de catalogação, Fala-se ainda da presença destes contos em tradições orais lusófonas e no resto do mundo.

Formador: Paulo Correia
Licenciado em Antropologia pela NOVA FCSH e docente, na mesma área, na Universidade do Algarve. Desde 1997 integra o Centro de Estudos Ataíde Oliveira, onde tem desenvolvido trabalho de investigação científica em literatura de tradição oral, nomeadamente em contos e lendas. É responsável pela constituição e manutenção do arquivo/catálogo de contos tradicionais portugueses e da base de dados online de lendas. Tem feito conferências em Portugal e no estrangeiro, muitas delas integradas em colóquios ou congressos sobre literatura oral. Tem escrito artigos e recensões críticas sobre contos e lendas em revistas da especialidade como a ELO (Portugal), ELOP (Catalunha), Fabula (Alemanha), Journal of American Folklore (EUA) e é co-autor do Catálogo dos Contos Tradicionais Portugueses (com as versões análogas dos países lusófonos). É membro do International Society for Folk Narrative Research, e do Belief Narrative Network.

Inscrição

A frequência destas oficinas é gratuita mas pedimos a inscrição prévia através do email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Também pode inscrever-se no local até 30 minutos antes do inicío das oficinas

LU.GAR.PAISAGEM

Exposição multiplataforma

Fórum das associações

10 SETEMBRO a 30 NOVEMBRO

Horário: 14.30h - 18.00h (quinta a domingo)

Travessa do Quebra-Costas nº9
Torres Vedras

Uma reflexão sobre a pintura e desenho dos lugares
a partir de entrevistas a artistas residentes em Torres Vedras, intérpretes privilegiados do “espírito do lugar”. Quem são, em que lugares gostam de desenhar e pintar? Quando o fazem? Como sentem a interação da paisagem nas suas criações?
Os pintores e os desenhadores paisagistas constituem uma rede de olhares singulares sobre os lugares que elegem para pintar. Hoje, a prática da pintura e desenho de paisagem, a pintura de exterior, assume-se como uma ferramenta de socialização através da arte. Está vulgarizada por todo o território apesar de arredada do debate artístico contemporâneo.
Estes pintores constituem escolas informais e redes de contacto intensas, expõem com frequência, trocam desenhos e pinturas entre si, organizam encontros nacionais e internacionais. As comunidades continuam a beneficiar do olhar sobre a natureza e os lugares que estes artistas nos dão, com a sua atenção à luz, ao enquadramento...

Ver a exposição virtual

LU.GAR.CONTADO

Tradição oral, um património vivo
ver exposição virtual
Évora
30 SETEMBRO a 30 DEZEMBRO

Horário: 9.00h-12.30h / 14.00h-17.30h (segunda a sexta)

Centro de recursos do Património Cultural Imaterial
Convento dos Remédios

Os contos divertem, encantam e ensinam gerações desde o alvorecer da humanidade. Contos que nos parecem inventados ontem são, afinal, companheiros centenários de serões passados em redor do fogo. A partir de seis contos tradicionais, apresentamos esta exposição multimédia que mostra a longevidade destas expressões orais.
A exposição é acompanhada por sessões narrativas destinadas a todos os públicos, em que três narradores incontornáveis oferecem-nos uma viagem a este mundo fabuloso.

ENSAIOS PARA UM ARBORESCER

Arte e Ambiente

uma coprodução
Memória Imaterial CRL e Fundação Calouste Gulbenkian

Financiamento
DGARTES / Ministério da Cultura

Próximo evento: Tertúlia para um Arborescer

saber +

Residências e eventos artísticos que nascem do estudo de seis árvores da nossa floresta autóctone, cruzando conhecimentos de arqueobotânica e paleoecologia, imaginário e mitologias das árvores com recolha etnográfica sobre práticas tradicionais atuais e/ou primitivas de quem com elas, nelas e a partir delas vive e cria.

Outros LU.GAR.es

Torres Vedras

13 a 22 de maio 2022

Espetáculos
Instalações
Oficinas
Colóquio

A Festa do LU.GAR aconteceu, este ano, em Torres Vedras. Os contos, cantos e outras criações habitaram a cidade entre 13 e 22 de maio. Como esta é uma festa de narradores e de quem gosta de ouvir uma ou mil histórias bem contadas, de pessoas que utilizam um vasto chão de palavras para semear imaginários, e como de palavras se fazem também os livros, esta foi uma festa que se associou ao projeto Torres Vedras - Cidade dos Livros.

Contou com sessões de narração/contação, encontros com escritores, colóquios, oficinas, performances teatrais, leituras públicas participadas, exposições de ilustração, livros de artista e micro-livros,  exposição de livros de cordel, um encontro de performers e investigadores dedicados à literatura tradicional e literaturas marginais e a participação de criadores em sessões públicas.

A Cidade dos Livros e a Festa do LU.GAR contaram com a presença de mais de 40 convidados de Portugal, Brasil e Espanha, num total de 60 sessões para o público em geral, e múltiplas sessões para a comunidade escolar. No total, cerca de 2700 pessoas participaram nesta festa.

A cooperativa cultural Memoria Imaterial CRL organiza esta Festa do LU.GAR com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras e da Direção Geral das Artes-Ministério da Cultura.

EST NON EST

Instalação multiplataforma

Vagos: 7 a 27 de abril
Alenquer: 30 de abril a 30 de maio
Torres Novas: 1 de junho a 30 de julho

2018 - 2019

A primeira fase do projeto centrou-se na malha urbana de Alenquer. Visite

ver +

2020

A segunda fase do projeto, foi exclusivamente virtual devido à pandemia. Visite

ver +

2021

Esta terceira vida do projeto propõe ações presenciais e iniciativas virtuais. Visite

ver +

LU.GAR propõe mapear territórios culturais. Sobre esse mapa queremos inscrever novas narrativas que reinterpretem as memórias do lugar e criem novas vivências utilizando discursos e percursos artísticos.
Enquanto criadores e produtores culturais defendemos a confluência entre memória, ecologia e arte. Investigamos e criamos a partir das dimensões social, científica, política, ecológica e filosófica da nossa era, já caraterizada como Antropoceno. Este projeto reflete as nossas opções de trabalho fundindo a história dos lugares com a memória viva dos habitantes e com intervenções artísticas multiplataforma - novos média, teatro, narração oral, artes visuais.
LU.GAR pretende construir uma relação inclusiva com a comunidade. Várias ações são desenhadas a partir da escuta e estudo da tradição oral local, histórias de vida e saberes tradicionais - com a colaboração ativa da população residente - enquanto outras são implementadas em locais marcantes da memória coletiva, incentivando o diálogo e fruição públicos.